Essa é uma pergunta que sempre me fazem:
Como você começou?
Olhando de fora, parece que tudo sempre foi mágico e fácil…
quem dera.
O caminho até aqui foi árduo.
Muita persistência, muitos tombos e, principalmente,
muita fé no meu sonho.
Empreender não é fácil.
Acreditar no seu sonho e seguir… menos ainda.
É uma trajetória solitária.
Ninguém vai te ajudar.
Ninguém vai te apoiar.
O que você mais vai ouvir é:
“você deveria fazer assim”, “ser assado”, “estudar isso”…
Quer um conselho?
NÃO ESCUTE NINGUÉM.
E, principalmente, NÃO ESPERE O APOIO DE NINGUÉM.
E quando eu digo ninguém… é ninguém mesmo.
Bom, vou tentar resumir um pouco de como cheguei até aqui.
Fiz faculdade de Engenharia Civil e Moda
(por aí já dá pra ver que eu não sou muito normal… rs).
Concluí a faculdade de Moda e trabalhei em algumas empresas do setor.
Uma delas foi uma fábrica que produzia e criava acessórios para os principais magazines do Brasil.
Eu fazia parte do setor criativo…
e a minha surpresa foi perceber que todas as minhas coleções eram as mais vendidas.
Ali comecei a perceber meu talento.
Porque eu sempre me subestimei muito, me achava a pior de todas…
quem nunca? rs
Eu ganhava muito pouco e queria fazer uma pós-graduação.
Mas, com um salário de R$ 680,00, isso era impossível.
Resolvi tentar a sorte e pedi demissão.
(Não tentem isso sem muita coragem… hehehe.)
Com o dinheiro da rescisão, comprei material e comecei a produzir acessórios/bijuterias em casa.
Mas eu sonhava grande. Queria ser atacadista.
Fiz várias peças, coloquei tudo em uma caixa e fui oferecer para lojistas.
Olha… essa foi uma prova crucial.
Nunca fui tão mal atendida e tão humilhada quanto nessa busca.
Consegui alguns clientes…
o valor que eu ganhava investia em mais matéria-prima.
E assim fui crescendo, aumentando o número de lojas.
Sim, levei muitos calotes.
Quebrei três marcas…
até consolidar a Si.Si Acessórios.
Era uma marca bem estruturada, com uma grande cartela de lojistas.
Contratei funcionários… tudo estava indo muito bem.
Até que a crise do governo Dilma me pegou.
Do dia para a noite, metade das lojas que eu fornecia fecharam.
Algumas não conseguiram me pagar.
Eu tinha estoque comprado para a próxima estação, boletos vencendo, funcionária indo embora…
E, junto com tudo isso, uma grande decepção na vida pessoal.
Uma traição que não desejo nem para o meu maior inimigo. (não que eu tenha, é só para mensurar a dor....)
Minha vida desabou do dia para a noite.
Tudo o que eu sonhei e planejei ruiu.
Me vi perdida em um buraco sem fundo.
Eu só queria ir embora...Juro.... cheguei a pensar no pior. :(
Entrei em depressão, caí em vícios buscando fuga, me endividei
e me vi completamente perdida na vida.
Isso era por volta de 2015.
Foi então que um chamado da espiritualidade entrou na minha vida.
Completamente perdida e sem saber para onde ir, eu me abracei a ela.
Comecei a ouvir todos os chamados, buscar autoconhecimento,
assistia a todos os canais sobre o assunto no YouTube,
ia a todos os centros espiritualistas que me indicavam,
lia todos os livros que alguém comentava.
Fui de cabeça nessa busca.
Era a minha única opção naquele momento em que eu não tinha dinheiro nem para comprar gás.
Nesse processo profundo de meditação, me conectei com os cristais.
Relembrei minha infância, os estudos que eu já fazia na adolescência.
As pedras vieram até mim… e se apresentaram.
Cada noite era uma aula.
Um a um, eles foram se mostrando.
Parece mágico… e foi mesmo! rs
Por algum motivo muito doido, eu simplesmente me permiti.
Não questionava. Apenas recebia o aprendizado.
Eles me guiaram até uma mina,
me mostraram como fazer
e me passaram o nome da marca: AYAM.
E tudo foi fluindo.
Em 2018, começou a surgir a Ayam.
O primeiro amuleto fiz para mim.
Uma amiga viu, comprou.
Comentou com outra amiga…
e em três dias eu não tinha mais nenhum dos oito amuletos que havia feito.
De 8 fui para 15,
depois para 24,
depois para 48…
Hoje conto com mais de 936 amuletos em estoque.
Olho para trás…
e só consigo agradecer a mim mesma.
Por nunca ter desistido de mim.
Por ter confiado na magia.
Por ter ouvido minha intuição.
E por ter acreditado no meu sonho.
Obrigada, minha pequena Fada.